quarta-feira, 22 de maio de 2013

Agradecimento



Pequena, hoje eu não vou falar sobre como andei com  coração partido, ferido, esquecido. Não! Hoje eu vou falar de alegrias. Dessas que você tão gentilmente me permite sentir.
Podem até parecer clichês, ou mesmo ridículas, todas elas e eu até quero que pareçam, pois são as minhas melhores alegrias. Estas que eu havia esquecido por motivos corriqueiros, banais, e que tu, minha querida, as aceita de bom grado e sem nem pedir qualquer coisa em troca. E eu, pelo som da tua risada, sei que me retribui com graça, de graça, sem notar.
Estas minhas alegrias são imensas, por vezes esquecidas, como quando te falo de como fui levado, sapeca, atentando, um menino que viveu de brincar na rua, cheio de amigos, esperto, fugitivo, ladrão de mangas, goiabas e todas as frutas mais que podia pegar dos vizinhos que não as queriam dar. Um menino feliz!
Desses que a maior preocupação que tinha era a de terminar os afazeres escolares pra logo poder compartilhar de sua energia e imaginação com os amigos, igualmente felizes. Cujo a roupa preferida era uma bermuda leve e chinelos de dedo que logo viravam luvas para que a corrida fosse mais rápida e os pés junto à terra. Cujo a melhor comida eram os doces, de todas as cores, sabores e tamanhos.
Eu havia esquecido desse menino, sincero, amigo, despreocupado e tranquilo por dentro.
A minha alegria é poder lembrá-lo e apresentá-lo a ti como a melhor parte de mim.
A minha alegria é te contar bobagens dessa pessoa que sou, de fazer piadas bobas, de poder ser sincero com tudo ao meu redor, de poder compartilhar contigo essas coisas de dentro de mim, de ser egoísta quando te quero só pra mim. Te quero assim, com essa vontade de poder fazer tudo isso e saber que você suporta com muita atenção. Te quero feliz, de qualquer forma feliz!
A minha alegria é saber que mesmo com o dia corrido, uma hora eu vou te procurar e vou te achar.