terça-feira, 21 de maio de 2013

Tolice, doce tolice!


                                                          
Ela é tola e sabe disso, e nem é no seu íntimo, é assim mesmo, por fora, na pele, praticamente escrito na testa, mas ela nem se dá o trabalho de esconder. Pra quê? É tola e tem certeza de que será sempre assim, porque acredita em muitas coisas. Deseja todas elas, precisa, como uma criança precisa de doces, assim como fossem as melhores coisas do mundo. 
Grita pra si mesma e espalha pra todos os amigos que deixará mão de ser tola, mas nunca consegue. Acho até que gosta de ser assim, isso lhe rende tantas histórias. E ela gosta de tê-las pra contar, porque sente que é viva, não somente funcional, mas viva, pulsante, quente. Adora saber que sua tolice lhe dá contas de não ter medo de se arriscar, de ganhar, de perder, de ser e estar. 
Ela é daquelas que escuta baladas bregas que só passam de um dia pro outro; que espera por ligações, declarações de amor dessas pequenas, particulares; que pensa em formas de fazer e de ser feliz; dessas que gosta de saber que ajuda e, que, nessas horas, sempre vai ter uma palavra bonita pra dizer; dessas dadas pra qualquer sorriso e olhar bonitos e que parecem tão sinceros; dessas que acha que as pessoas complicam muito todas as coisas, principalmente essas do coração. “Não são complicadas!” - diz ela, indignada com esses que tentam ser racionais demais nas questões amorosas.
Tola como um algodão doce! Coloridos! Doces! Com bexigas e confetes!
Tola, indubitavelmente tola, pois acredita nessas coisas bonitas que julga ser amor!